Este tópico, frequentemente debatido por todos os roleplayers, sobretudo os que já foram, são ou almejam ser DMs, tem muito que se lhe diga. Na continuação do que decidi fazer recentemente (ver: ), vou escrever/publicar aqui no blog alguns pensamentos, em curtos traços, acerca deste assunto.

O que agora se segue é uma transcrição de um post meu relativo a um tópico com o título “Improvisação – Todos nós a fazemos” num site dedicado, em parte, ao roleplay.

Depois de ler as várias citações, fica claro que muitos são os que consideram que a criatividade imediata durante uma sessão de roleplay é benéfica. Que é inclusive melhor e superior a plots definidos com muito cuidado e trabalho. Isto até é verdade… Mas apenas quando os enredos/plots são criados de forma demasiado hermética (significa isto que são demasiadamente rígidos), e não conseguem aguentar com decisões inesperadas dos jogadores.

Ora, agora cito eu:

“Make Outlines, Not Scripts–
-Scripts are boring and constrict.”

Um guião/script rígido não é aquilo que os DMs devem ter pronto, mas sim algo mais maleável, mais capaz de lidar com atitudes ou acontecimentos imprevistos. (mais…)

andauirlandscape1.jpg O “Setting”, o local espácio-temporal onde se vai desenrolar a acção do jogo de roleplay, é um dos elementos chave para o sucesso da aventura/acção/jogo. Nele se definem, logo desde o início, as premissas que vão condicionar o tipo de sessão, as leis pelas quais os jogadores se vão reger (ou não…), etc etc.

Na sequência da minha expressa vontade de tentar contribuir para o desenvolvimento e melhoria da qualidade de roleplay, o qual se processará, inevitavelmente, através da formação de jogadores e GMs/Storytellers; vou então continuar nas minhas “dicas” aos DMs, sejam eles novatos ou não, e começarei pelo acto da criação de um setting.

Qualquer DM já pensou em criar o seu próprio “setting”, mundo ou micro-cosmos particular… (mais…)

Greetings foreign readers!

THIS IS A BLOG DEDICATED TO ROLEPLAYING GAMES.

Note: this is NOT dedicated to PC games, mmorpgs, or any other similar. It is dedicated to the roleplaying games that are played with real people (living human beings…), in which real people face eachother and not some cibernetic AI.

The views and opinions you can read inside it are personal and are to be read as such; if you disagree with any of it you are welcome to comment (in an orderly and pleasant way, evidently). Sometimes I may invite friends and aqcuaintances to post their ideas and thoughts on specific areas; please treat those with even greater respect than those written by myself.

In light of the enormous amount of roleplaying games fans throughout the world, I’ve decided to create a specific category on my blog which will contain translations of the most relevant posts and data in this here blog.

The translated material will probably be made available a little later than in my original language (Portuguese). All the translations will be made by me and thus might be slightly different than those in portuguese, for I am known to take some degree of liberty when re-writting my own material.

I hope this effort pleases you, foreign readers, so it’s not a complete waste of time… Lol.

Have fun reading and commenting!

Visto que não existe uma palavra única em português que traduza convenientemente o termo “roleplay”, começo por vos transcrever uma pequena definição em inglês:

Da wikipédia:

“In roleplaying, participants adopt and act out the role of characters, or parts, that may have personalities, motivations, and backgrounds different from their own. Roleplaying is like being in an improvisational drama or free-form theatre, in which the participants are the actors who are playing parts, and the audience.

People use the phrase “role-playing” in at least three distinct ways:

A partir desta definição é fácil chegar às vertentes (ver entradas anteriores) que já referenciei: artística, social, medicinal… Para além disso, compreende-se que há certas actividades lúdicas, que apesar de nada terem de “roleplay” propriamente dito (ou seja, a interpretação de papéis como arte dramática), recaem sob a mesma definição. Refiro-me, obviamente, aos tão banais “rpgs”, “mmorpgs” e quejandos, que populam ad nauseum a internet e o mercado.

Traduzindo mas não resumindo e até explicando um pouco os porquês, “roleplay” pode ser usado para:

(mais…)

O chamado “roleplay” é pleno de virtudes e de características que me atraem e me fazem ver nele uma plétora de potencialidades (sub-aproveitadas na maior parte das situações). Diria que existem dimensões sociais, artísticas e até mesmo medicinais desta forma de convívio. Sim, defino-o sobretudo e primordialmente como uma forma de convívio, pois é a única característica que me parece permear toda e qualquer formulação possível e imaginária do roleplay (porque até num momento de roleplay “a solo” existirá mais do que um “actor” em jogo. se bem que roleplay a sós perde muito do seu brilho e pode até ser patológico, lol).

Se tivesse que definir as virtualidades do roleplay, acho que as distribuiria por cinco vertentes base, se bem que a terceira e quarta (lúdica e “social”) estão e/ou podem estar presentes em todas elas e a quinta (sexual) é uma forma muito badalada da 3ª (lúdica) mas que no entanto também pode ser utilizada com sucesso na segunda (medicinal).

As únicas que são verdadeiramente abordadas neste blog serão a LÚDICA e a SOCIAL, mas ao falar de roleplay e suas virtudes, achei por bem referenciar todas as outras. (vejam os post sobre “definições”)

Ora as cinco categorias/vertentes são…

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Especificamente, a parte 1 deste tópico responde à seguinte pergunta: “porquê roleplay e não outro tema?”

A parte 2 do mesmo tema diz respeito a outra pergunta parecida: “porquê roleplay? que atractivos, que interesse, que dimensão?”

De entre tantos temas de relevo e dimensão superior, mesmo na minha esfera pessoal de prioridades, como seja a política, a sociologia, a ciência, a medicina e até outros hobbies; porque raios hei de escrever acerca de roleplay?

De facto, a pergunta é pertinente e sinto que eu mesmo devo responder, para que se saiba e para que eu próprio não me esqueça, enquanto navego por sites totalmente diferentes, que versam temas que me dizem muito mais do que este pequeno hobbie.

Ora cá vão, resumidamente e por tópicos, os meus porquês:

(mais…)

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6 de Março de 2007

Este é o primeiro dia deste novo projecto, o qual eu própio não sei ainda se irá avante… O tempo e a disponibilidade são variáveis que não estão, nem de perto nem de longe, totalmente sob meu controlo.

O objectivo é criar um espaço onde possa divulgar e manter disponível 24/7, algumas das minhas considerações pessoais acerca dos chamados roleplaying games (ou “pen&paper”).

Porquê? Porque sinto que existe uma grande lacuna no que concerne à formação de jogadores e storytellers, a qual não é/não pode/nunca deverá ser considerada satisfeita pelas míseras guidelines dos manuais core. Refiro e reporto-me à bibligrafia característica aos poucos sistemas de jogo que conheço, primordialmente D&D e Vampire, pois são os mais prevalentes no momento. Para além do acima mencionado, sinto também que há algumas pequenas “regras”/dicas/sugestões relativas a mecânicas específicas a nível do próprio sistema e jogo (isto exclusivamente relacionado com o d20), as quais foram desenvolvidas por mim e/ou alguns colegas e amigos, que julgo serem dignas de divulgação. Nem que seja para meia dúzia de colegas deste tipo de andanças.

Last, (and maybe least) , irei tentar aproveitar as funcionalidades deste serviço para manter disponíveis algum do material de suporte (informações) relativas a um dos meus projectos em curso no âmbito do roleplay (campaign).